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		<title>O Batismo &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 21:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Catecúmenos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso estudo sobre este sacramento versará três pontos gerais, a saber: o modo, a significação e o batismo de crianças.
A) O MODO
Todos nós, crentes evangélicos do Brasil, viemos do romanismo,direta ou indiretameníe — fomos romanistas nós mesmos ou nossos pais o foram.
Todos nós recebemos da Igreja Romana certas doutrinas que, por serem bíblicas, continuamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="margin-left: 6px;" title="batismo de criança" src="http://kerygmakerygma.files.wordpress.com/2009/03/batismoinfantil.jpg" alt="" width="283" height="283" />Nosso estudo sobre este sacramento versará três pontos gerais, a saber: o modo, a significação e o batismo de crianças.</p>
<p><strong>A) O MODO</strong><br />
Todos nós, crentes evangélicos do Brasil, viemos do romanismo,direta ou indiretameníe — fomos romanistas nós mesmos ou nossos pais o foram.</p>
<p>Todos nós recebemos da Igreja Romana certas doutrinas que, por serem bíblicas, continuamos a manter, prezando-as muito mais agora, que as reconhecemos divinas em sua origem.</p>
<p>Todos nós também repudiamos tudo quanto temos verificado ser de invenção romanista, sem apoio nas Sagradas Escrituras.</p>
<p>Todavia, na questão do modo de administrar o batismo e em alguns outros pontos igualmente secundários  estamos divididos.</p>
<p>Crêm uns que a aspersão ou derramamento d’água sobre a cabeça do batizando é o modo bíblico, e por isso é que o praticam, embora tolerem a imersão, porque não consideram o modo essencial à validade do rito.</p>
<p>Outros, porém, insistem em afirmar que a imersão total do candidato em agua é indispensável, e quem não pratica esse modo de administrar o batismo está perpetuando na Igreja Evangélica um grave erro oriundo da Igreja Romana.</p>
<p>Todos os argumentos formulados a favor da imersão se podem agrupar em três teses, que são as seguintes:</p>
<p>1a Tese – filológica — A palavra batizar, na língua grega, donde nos veio, significa imergir ou mergulhar..</p>
<p>2ª Tese  – circunstancial — João Batista balizava no rio Jordão e onde havia ‘muitas águas’, donde se infere que mergulhava os candidatos.</p>
<p>3ª Tese &#8211;  analógica — O batisino significa o sepultamento e a ressurreição do crente com Cristo, o que se dramatiza no ato de mergulhar n’água e emergir dela.</p>
<p>Vamos examinar as três teses. Se ficarem de pé, estará ganha a causa imersionista; se caírem, estará perdida.</p>
<p><span id="more-67"></span></p>
<p><strong>I. TESE FILOLÓGICA</strong></p>
<p>Afirmam os imersionistas: A palavra batizar — no Grego Bapto e Baptizo – significa imergir. Logo, o batismo só pode ser validamente administrado por imersão. Outro modo não é batismo.</p>
<p>O Dr. Carson — um dos mais célebres expositores imersionistas &#8211;  compreendendo que o argumento só teria valor se a palavra em questão não significasse outra coisa senão mergulhar, afirmou essa tese; mesmo porque, provado que a palavra admite outro modo de praticar a ação por ela expressa, já não será a imersão essencial à validade do batismo.</p>
<p>Afirmam, pois, com ele todos os imersíonistas extremados: Batizar é imergir.</p>
<p>A quem pratica o batismo por aspersão não interessa provar que baptizo não tenham geralmente essa significação que se lhes atribui, quer na literatura clássica da língua grega, quer no Grego Popular do Novo Testamento. Basta a certeza de que em alguns casos tais palavras tiveram necessariamente o sentido de aspergir ou salpicar, e que essa certeza seja acompanhada de outras evidências a favor da aspersão. Essas provas, nós as temos abundantíssimas  &#8211;  batizado de um morto, isto é, purifica-se por haver tocado num morto. Essa purificação é chamada batismo. E como era efetuada essa purificação – esse batismo? Abra-se o livro de Números no capítulo 19. Aí temos as instruções. Uma novilha ruiva, sem mancha e sem defeito e que nunca tivesse levado jugo era sacrificada e queimada com pau de cedro, hissopo e carmezim. Guardava-se a cinza e, se alguém, tocasse num cadáver, deitava-se água viva (corrente) num pouco daquela cinza, e essa mistura era aspergida sobre o imundo para sua purificação. Eis aí o depoimento do “filho de Siraque”. Para ele, aspergir a água da purificação era batizar.</p>
<p><strong>A versão dos Setenta</strong></p>
<p>Cerca de 280 anos antes de Cristo, foi feita em Alexandria a tradução do Antigo Testamento para a língua grega por setenta sábios, segundo a tradição judaica, razão por que essa versão tem o nome de Septuaginta. Os tradutores usaram, às vezes, de umas tantas liberdades, mas conheciam muito bem a línguas hebraica e grega.</p>
<p>Vamos ouvir dela apenas dois depoimentos sobre  a palavra baptizo, um; e sobre bapto,outro.</p>
<p>a) Baptizo. ”Naamã lavou-se sete vezes no Jordão” (2 Reis 5:14). Tanto Almeida como a V. B. traduzem, aqui — “mergulhou”; no Grego é batizou-se, e no Hebraico é o verbo tabal. Como as traduções de Almeida e Brasileira foram feitas diretamente do Hebraico, parece que nossos bons tradutores foram levados a traduzir — mergulhou — pela insistência com que se tem afirmado que tabal sempre significa mergulhar. O próprio Dr. Fairfield, que destruiu galhardamente o castelo do verbo baptizo, esbarrou diante do gigante tabal e admitiu que este verbo quer dizer mesmo mergulhar, e sempre mergulhar.</p>
<p>É pena que o valente Jônatas se acovardasse ante esse Golias, pois basta uma só pedra impelida certeira com boa funda para deitá-lo morto por terra.</p>
<p>Naamã batizou-se, mas não mergulhou.</p>
<p>1.° O texto sagrado declara que seu ato foi feito “conforme a palavra do homem de Deus”, isto é, Eliseu, que lhe mandou lavar-se (rahas) no Jordão, e não mergulhar (v. 10).</p>
<p>2.° Naamã desceu ao Jordão e cumpriu a ordem do profeta, borrifando-se (tabal), assim como os irmãos de José tingiram ou borrifaram de sangue (o mesmo verbo tabal) a túnica deste, para que Jacó supusesse que seu filho predileto tinha sido despedaçado por alguma fera (Gên. 37:31).</p>
<p>A narrativa de Gênesis 37 não admite outra conclusão. José era um moço de dezessete anos de idade e sua túnica era a tal túnica talar, de mangas longas e largas (V. B.), não sendo possível mergulhá-la no sangue de um cabrito, por ser este em absoluto insuficiente. Além disso, a túnica mergulhada em sangue não daria vestígio de uma luta e conseqüente dilaceramento. É claro que Jacó recebeu a túnica com roturas, indícios de queda e salpicada de sangue, como se este houvera esguichado das artérias da vítima partidas  pelos dentes da fera. Nenhum tradutor verteu aqui tabal por mergulhar, por ser absurdo. Logo, a ação expressa por tabal nas duas passagens e traduzida por baptizo na dos Reis, foi executada salpicando, borrifando, aspergindo..</p>
<p>b) Bapto. Leiamos Daniel 4:25: “Serás molhado (batizado) do orvalho do céu”. Ora, o orvalho que vem caindo dos céus nos molha borrifando, aspergindo. Este processo de molhar foi chamado de batismo, para o que se empregou o próprio verbo bapto. Logo, fosse qual fosse o significação moral e espiritual desse batismo de Nabucodonosor (e não há dúvida de que foi um batismo válido, eficaz), o que é lógico, evidente, insofismável é que o grande monarca babilônio foi batizado por aspersão.</p>
<p><strong>O Novo Testamento</strong></p>
<p>Nos “Estudos Bíblicos Sobre o Batismo” do Dr. Felipe Landes, páginas 93 a 100, encontramos um elucidativo estudo, bem desenvolvido e minucioso, de algumas passagens dos Evangelhos em que os batismos tradicionais dos judeus fornecem dados preciosos em prova de que eles praticavam a aspersão, e não a imersão, nessas cerimônias a que chamavam de batismos. Vamos aqui resumir, dando-lhe um cunho mais expressamente analítico em vez de reproduzir literalmente o que escreveu o erudito autor.</p>
<p>1.° argumento. Leiamos Lucas 11 :38 e Marcos 7:4.</p>
<p>Certo fariseu que convidara Jesus a almoçar em sua casa estranhou que o Mestre não se lavasse (batizasse) antes de sentar-se à mesa. Qualquer que fosse a cerimônia que se esperava Jesus fizesse, tendo vindo da rua, é ela designada pelo verbo baptizo. Ora, o fariseu estranhou essa omissão certamente por ser de praxe entre eles submeter-se à sua observância cada pessoa que viesse da rua, como Jesus tinha vindo. Marcos vem em nosso auxílio neste ponto, explicando o costume, pois diz que os fariseus e todos os judeus quando vem da rua, não comem sem se aspergirem. Aqui o verbo grego é rantizo que, todos concordam, significa aspergir. Os imersionistas de nossos dias até costumam dizer que os ministros das outras denominações evangélicas  não batizam: rantizam, isto porque praticam a aspersão. Pois bem, vê-se agora que um fariseu estranhou que Jesus não se batizasse antes do almoço, e Marcos explica que a praxe consistia cm rantizar-se, aspergir-se. Em outras palavras, o lavamenío exigido e designado pelo verbo baptizo era executado por aspersão, visto ser expresso pelo verbo rantizo.</p>
<p>2.° argumento — Para a prática dessas purificações chamadas batismos os judeus tinham em suas casas vasilhame especial, depósitos de água limpa, sempre de prontidão.  Seriam tanques apropriados  para neles mergulhar as pessoas que tinham de se purificar ou lavar? Ouçamos o testemunho do evangelista João (2:6). ”Ora estavam ali colocadas seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e levava cada uma delas duas ou três metretas”. À margem, informam-nos os tradutores que a metreta era uma medida de capacidade de 30 litros. Cada uma das  talhas de que se serviam para as purificações ou batismos podia conter de 60 a 90 litros d’água, quantidade muitíssimo aquém da necessária para imersão de um adulto. Para nós, que já sabemos serem essas purificações chamadas batismos praticadas por aspersão, esta informação que nos dá o quarto Evangelho não traz dificuldade alguma. antes confirma a verdade da aspersão como o modo porque se praticava a cerimônia expressa igualmente pelos verbos baptizo e rantizo.</p>
<p>3º Argumento – Nas traduções e Almeida e Figueiredo, entre os objetos que eram lavados (batizados), conforme Marcos 7:4, figuram camas, ou seja, os divãs em que se reclinavam à mesa. Rohden inclui entre parênteses – reclinatórios. Ora, para os batismos de corpos humanos e de todos esses objetos, tinham os judeus talhas de pedra que levavam de 60 a 90 litros d’água. É claro que em tais receptáculos não era possível mergulhar  pessoas nem divãs ou reclinatórios. Logo, fica confirmado que esses batismos eram feitos por aspersão, e assim, batizar é, em muitos casos, aspergir.</p>
<p>Convém notar que o argumento nada perde de sua força em caso de se provar que a palavra camas ou reclinatórios não se encontra nos melhores manuscritos e que foi introduzida por algum escriba copista; porque neste caso o copista que a introduziu sabia que era costume purificarem os divãs e também sabiam aqueles que copiaram o texto logo depois desse acréscimo, embora não estivesse dito isto no texto original. Se não existisse o costume, ninguém teria a lembrança de introduzir a palavra. O mesmo se pode dizer da palavra rantizo, em lugar da qual alguns manuscristos, que não dos melhores, trazem baptizo. Aqui o peso da evidência é a favor de rantizo; mas ainda que o contrário prevalecesse, o fato de terem alguns o verbo rantizo prova que para eles esse verbo, que significa aspergir, exprimia o modo por que eram feitos os batismos.</p>
<p>4º argumento – Jesus comenta a praxe dos fariseus em Lucas 11:39-41 e em Mateus 23:25-26. Leiamos as duas passagens e notemos o seguinte:</p>
<p>a) Em Lucas o Senhor salienta o fato de que o lavamento (batismo) praticado pelos fariseus em seus copos e pratos era feito no exterior. No interior desse vasilhame havia alguma coisa que eles deviam dar de esmola – comida e bebida, que o lavamento exterior não atingia. De modo que é que se pode lavar o exterior de um copo sem atingir a bebida que está dentro dele, ou de um prato sem molhar a comida que ele contém? Por imersão? Impossível!</p>
<p>b) Na passagem de Mateus o mencionado vasilhame fica expressamente cheio de imundícia por dentro, não atingida pela lavagem exterior, o que nÃo é possível acontecer quando são mergulhadas na água as tais vasilhas. Ora, em todos estes comentários de Cristo, o verbo traduzido por lavar é baptizo e exprime ação que não podia ser praticada por imersão. Logo, também, neste caso baptizo é lavar por processo diferente de imergir. (CONTINUA)</p>
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		<title>Não nascemos para isso!</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 22:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã, andando por uma das mais importantes avenidas da cidade, ouvindo o barulho dos carros e caminhões e vendo o caminhar apressado das pessoas, senti um enorme mal estar diante do mundo em que estamos vivendo. Uma verdadeira ânsia, um desejo de vomitar a indignação me possuiu.

Parece, em primeira instância, que sou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã, andando por uma das mais importantes avenidas da cidade, ouvindo o barulho dos carros e caminhões e vendo o caminhar apressado das pessoas, senti um enorme mal estar diante do mundo em que estamos vivendo. Uma verdadeira ânsia, um desejo de vomitar a indignação me possuiu.</p>
<p><span id="more-63"></span></p>
<p>Parece, em primeira instância, que sou um anacrônico ou saudosista, que fica pensando no outrora ou em paisagens bucólicas, cheias de passarinhos. Seria falta de lucidez de minha parte e mera nostalgia.</p>
<p>Entretanto, não nascemos para isso! Vejo as pessoas escravas do ter, valorizando excessivamente a produção e o consumo e sendo consumidas por uma ânsia terrível. Hoje, infelizmente, as pessoas usam as pessoas e amam as coisas.</p>
<p>E, com isso, vivemos no mundo da depressão e do estresse onde os homens estão se destruindo por dentro. Sem dúvidas, vivemos sob o império do medo, do hedonismo e da indiferença.</p>
<p>Viver sob o império do medo significa que vivemos num ambiente de plena, de total desconfiança. As relações humanas estão fragilizadas ao ponto de não conhecermos mais nem mesmo aqueles que convivem sob o mesmo teto que nós por anos. Não acreditamos nos políticos, porque mentem descaradamente e vivem a arranjar novas desculpas para a  sua velha incompetência. Não acreditamos nos religiosos porque amam mais o Reino dos homens que o Reino de Deus, entregam-se a práticas espúrias, corruptas, que vão desde o cupidismo econômico até escândalos sexuais dos mais diversos. Não acreditamos no sistema, que nos escraviza de tanto trabalhar e nos recompensa apenas com um consumismo cego e opressor.</p>
<p>Viver sob o império do hedonismo significa que as pessoas estão deixando de lado quaisquer traços de racionalidade, de amor ou domínio próprio em nome do desenfreado prazer. Vive-se do agora, como se o tempo fosse algo que pudéssemos dominar, tudo tem que ser rápido, ligeiro. E, com isso, perdemos a capacidade de enxergar a beleza do que nos cerca, pois destruir é a palavra de ordem em nome da nossa satisfação. Ouvi hoje, pelo rádio, que no último ano, de agosto de 2009 a julho de 2010 houve uma enorme diminuição na ação desmatadora da Amazônia: 49%. Mas os 51% restantes ainda são muito ameaçadores. Achamos que números simplesmente respondem a nossa necessidade de vida.</p>
<p>E viver sob o império da indiferença é o pior de tudo. Tudo é relativizado, tudo é possível. E com isso, a banalização da violência e da violação de princípios inalienáveis como a liberdade e a vida são relegados a segundo plano, deixando de ser princípios e passando a meros valores, mensuráveis, inclusive pela expressão do “quanto vale” ou do “quanto é útil”. Nada incomoda o homem pós-moderno, que tudo enxerga como sendo meramente “normal”.</p>
<p>As pessoas precisam de um pouco mais de poesia em suas vidas. Precisamos resgatar a nossa dignidade de seres humanos dotados de razão e de emoção, capazes de encontrar o tão afamado caminho do meio, o caminho do equilíbrio e da moderação em todas as coisas. Não sou um opositor do progresso, da ciência e da tecnologia. Ao contrário, como homem que vive na pós-modernidade, sou filho também da tecnologia. Mas não podemos nos perder em meio a esse emaranhado de fios, confusos, embaraçados, entremeados.</p>
<p>Precisamos redescobrir a identidade que a sociedade ocidental está perdendo. Não aceito a ideia de que identidade se herda, creio que identidade se constrói. Porém, essa construção deve respeitar parâmetros experimentados e que, se destruídos ou, no mínimo, desvalorizados, porão fim ao que conhecemos como sociedade. Precisamos revalorizar a família como lugar onde há a formação do indivíduo, precisamos revalorizar a honra, a ética, a justiça, a palavra empenhada, o caráter, o bom nome…coisas que para esse mundo consumista são obsoletas.</p>
<p>Realmente, não nascemos para isso.</p>
<p>Autor: Rev. Virgilio Cezar Henrique Pereira Torres</p>
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		<title>O que é um anglicano evangélico?</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=61</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 13:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[G.K. Chesterton uma vez enviou uma correspondência por escrito ao “The Times” falando sobre o que estaria errado com o mundo: “O que há de errado no mundo? Eu. Atenciosamente, G. K. Chesterton.” Por analogia, quando me perguntam, o que é um evangélico anglicano? Estou tentado a responder: “Bem, eu sou.
Então, correndo o risco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>G.K. Chesterton uma vez enviou uma correspondência por escrito ao “The Times” falando sobre o que estaria errado com o mundo: “O que há de errado no mundo? Eu. Atenciosamente, G. K. Chesterton.” Por analogia, quando me perguntam, o que é um evangélico anglicano? Estou tentado a responder: “Bem, eu sou.</p>
<p>Então, correndo o risco de parecer auto-indulgente, deixe-me dizer o que isso significa para mim. Isso significa que eu me considero em primeiro lugar cristão, em segundo cristão evangélico, e em terceiro anglicano evangélico cristão. Eles são como três círculos concêntricos, cristão é o maior e o menor é anglicano evangélico.</p>
<p><span id="more-61"></span></p>
<p>Para começar com o primeiro, quando eu digo que sou cristão, eu quero dizer que creio que Jesus Cristo é o Senhor do Universo, Salvador do mundo, e Cabeça da Igreja e que tenho dado a minha vida, alma e coração, mente e força para Ele. O desejo do meu coração é vê-lo mais claramente, amá-lo mais intensamente e segui-lo mais de perto, dia a dia. (Acho que é isso que vocês chamam de “ser extremamente claro,” algo que os anglicanos não fazem muito. Assim seja. Tenho sido provavelmente influenciado pela leitura das Confissões de Agostinho, muito recentemente).</p>
<p>Ser o primeiro e acima de tudo um cristão significa também que eu me sinto solidário com um pentecostal na Argentina, um Quaker no Quênia, um membro da Irmandade, na Espanha, um católico da Índia, e um membro de uma igreja doméstica subterrânea na China. Outras diferenças nacionais, bem como denominacionais, são pálidas insignificâncias à luz da nossa fidelidade a Jesus Cristo. Se eu fosse um anglicano, simplesmente, essa identidade com outros grupos seria muito mais difícil de aceitar.</p>
<p>Quando eu digo, por outro, que eu sou um evangélico, quero dizer que eu pertenço a essa parte da comunidade cristã, que enfatiza a importância da Bíblia como fonte primária de autoridade da Igreja e do Evangelho como a fonte da vitalidade da Igreja . Há outras características no evangelicalismo, mas eu diria que todas as outras são secundárias a esta. Como John Stott (figura importante do evangelicalismo anglicano), diz: “Os evangélicos são pessoas da Bíblia, e eles são pessoas do Evangelho.” Para mim, estas duas concepções são tão centrais para o cristianismo autêntico como a Santíssima Trindade ou o mandamento de amar o meu próximo.</p>
<p>Suponho que, se toda a Igreja decidisse amanhã que a Bíblia e o Evangelho fossem tão importantes quanto os evangélicos acreditam, então o termo evangélico, não seria mais necessário. Até então, eu estou contente em ser chamado de evangélico, não como um “membro” de um “partido” (Deus me perdoe), mas por causa destas convicções acerca da Bíblia e do Evangelho.</p>
<p>E, em terceiro lugar, quando eu digo que eu sou um anglicano, bem, eu acho que não preciso explicar o que é ser anglicano. Quanto ao porquê eu sou um anglicano, gostaria de dizer que eu aprecio uma série de coisas. Uma tradição que tem um forte senso de história (para muitos outros evangélicos, não aconteceu muita coisa entre o final de Atos e Lutero pregando suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, em 1517). A sensação de liberdade intelectual e espiritual dentro dos amplos limites cristãos (pensar e deixar pensar; “no essencial unidade, no não-essencial, liberdade; em tudo, amor”). A liturgia, que me liga com outras igrejas ao redor do mundo e através dos séculos (e não é dependente do capricho de um ministro, do indivíduo, do humor, do vocabulário, ou da espiritualidade). E o episcopado, pelo menos quando os bispos são fiéis e nos ensinam de forma piedosa.</p>
<p>E nos dias em que eu me pergunto por que eu fico nesta Igreja (e tem havido alguns desses recentemente), parte da minha resposta é: “Para quem havemos nós de ir?” Não que a Igreja Anglicana tenha “palavras de vida”, mas há outras coisas que eu aprecio, e, quando combinado com as palavras de vida, para mim é irresistível. (John Bowen)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>200 anos de Anglicanismo no Brasil</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=59</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 18:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Em 2010, os anglicanos brasileiros  comemorarão 200 anos de presença no Brasil. Essa data, sem dúvida, deve  ser lembrada por nós com alegria, mas também com certa preocupação e  “mea culpa”. Por quê?
Em 1810, graças a um acordo de Comércio e Navegação assinado entre  Portugal e Inglaterra, foi possível a criação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--end post data--></p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" style="margin-right: 12px;" title="anglicnaismo no Brasil" src="http://opaseobas.com.br/opas/wp-content/uploads/2009/12/brasil-america.jpg" alt="" width="109" height="103" />Em 2010, os anglicanos brasileiros  comemorarão 200 anos de presença no Brasil. Essa data, sem dúvida, deve  ser lembrada por nós com alegria, mas também com certa preocupação e  “mea culpa”. Por quê?</p>
<p>Em 1810, graças a um acordo de Comércio e Navegação assinado entre  Portugal e Inglaterra, foi possível a criação no Brasil das primeiras  capelanias, a fim de servir de suporte à Comunidade Britânica que aqui  habitava, composta por diplomatas, comerciantes, marinheiros e suas  respectivas famílias. Os cultos eram em inglês e não poderiam ser  realizados no vernáculo; as capelas não poderiam ter forma externa de  templo, o que só aconteceu depois da República.</p>
<p>Em 1890, chegam os primeiros missionários americanos, Kinsolving  (depois bispo) e Morris, que iniciaram o trabalho no Rio Grande do Sul.  Até a década de 40 do século XX, a hegemonia evangélica, o aspecto  protestante do anglicanismo foi preservado. E com isso, houve um  crescimento acelerado da Igreja Episcopal Brasileira.</p>
<p><span id="more-59"></span></p>
<p>O tempo passou, o anglo-catolicismo chegou e, aos poucos, foi se  deteriorando num catolicismo liberal que provocou tanto a diminuição de  fiéis, debandando para outras confissões cristãs, quanto o surgimento de  algumas jurisdições anglicanas alternativas, chamadas genericamente de  “continuantes”.</p>
<p style="text-align: center;"><img style="margin-top: 21px; margin-bottom: 12px;" title="banner-page" src="http://igrejaanglicana.com.br/inicio/http://igrejaanglicana.com.br/inicio/wp-content/uploads/2009/12/banner-page1.jpg" alt="" width="614" height="171" /></p>
<p style="text-align: left;">A Igreja Anglicana Reformada é herdeira  desta História também. Somos uma jurisdição nova, com poucas comunidades  e membresia, mas que tem uma proposta séria dentro da visão missionária  e evangélica dos primeiros missionários. Queremos resgatar o  Anglicanismo Histórico, livre do anglo-catolicismo e do Liberalismo,  apegado às Escrituras, aos Credos Históricos, aos XXXIX artigos de  religião, ao LOC e ao Ordinal de 1662 como padrão litúrgico. Mas, ao  mesmo tempo, queremos ser uma igreja moderna, reavivada, que responda  aos desafios e oportunidades do século XXI.</p>
<p>Concordamos com o amado Bispo da Diocese do Recife – Comunhão  Anglicana quando diz: “as igrejas do passado são as igrejas do futuro”.  Devemos, sim, olhar para frente, para os desafios, mas sem esquecer quem  somos, quem fomos e de onde viemos. “Quem não sabe de onde veio, não  sabe quem é e nem para onde vai”.</p>
<p style="text-align: center;"><img style="margin: 12px;" title="thecross" src="http://igrejaanglicana.com.br/inicio/http://igrejaanglicana.com.br/inicio/wp-content/uploads/2009/12/thecross.jpg" alt="" width="131" height="121" /></p>
<p>2010 para os anglicanos brasileiros, portanto, tem que ser um ano  para refletir, pensar sobre o nosso passado, e lembrar do “primeiro  amor”: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática  das primeiras obras;”(Ap 2:5). 2010 deve ser um ano de confissão de  pecados e de restauração, não apenas de festa.</p>
<p>Que a seriedade de nossas ações e a clareza de nosso testemunho sejam  para a glória de Deus.</p>
<p>Autor: Rev. Virgilio Torres</p>
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		<title>Quarto Domingo da Páscoa</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>

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		<description><![CDATA[Esboço do sermão
At 9:36-43; Ap 7:9-17; Jo 10:22-30
Que dificuldade os homens tem para crer que é Jesus! Se desconfiavam dele enquanto estava aqui, quanto mais hoje, em que Ele é apenas anunciado pela Igreja!
No entanto, aos que creem, nas leituras de hoje, é dado a conhecer um Salvador amoroso e compassivo, cheio de graça e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Esboço do sermão</strong></p>
<p style="text-align: center;">At 9:36-43; Ap 7:9-17; Jo 10:22-30</p>
<p>Que dificuldade os homens tem para crer que é Jesus! Se desconfiavam dele enquanto estava aqui, quanto mais hoje, em que Ele é apenas anunciado pela Igreja!</p>
<p>No entanto, aos que creem, nas leituras de hoje, é dado a conhecer um Salvador amoroso e compassivo, cheio de graça e de verdade, o nosso BOM PASTOR.</p>
<p><span id="more-57"></span></p>
<p>Assim com Jesus, Dorcas, sua discípula, falava mais pelas suas atitudes do que pelas suas palavras. Nossas boas obras refletem a graça do Senhor a nós e devem nos constranger a vivermos o mesmo ideal. O mesmo livro de Atos nos diz que Jesus viveu fazendo o bem e curando todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele. Jesus se deu a conhecer não apenas respondendo a perguntas (Se és o Cristo, diz-nos claramente), mas através de suas ações e de sua vida.</p>
<p>Mas creio que verdadeiramente o consolo de que podemos gozar neste Domingo é o fato de que há promessas do Senhor para nós, principalmente se estamos fracos, cansados e abatidos.</p>
<p>O Salmo 23, lido no início deste culto, é a demonstração do cuidado diário do Senhor. Se crermos de fato que o Senhor é o nosso Pastor, toda e qualquer ansiedade deve cair por ter diante da Fé, mesmo que passemos pelo vale da sombra da morte, por que não estamos sozinhos.</p>
<p>O próprio Senhor nos garante também que suas ovelhas podem uma segurança que vai muito além desta vida e alcança a eternidade. (1) ele afirma que suas ovelhas ouvem a sua voz, que ele as conhecem e que elas o seguem. Isso nos dá senso de direção, cuidado e a certeza de que Jesus é o caminho ( elas me seguem) a verdade (ouvem a minha voz) e a vida(ela me conhecem). (2) Além disso, a segurança eterna advém do fato de que Ele mesmo diz que suas ovelhas jamais perecerão, pois ninguém pode arrancá-las de sua mão. Que maravilha sabermos que o Senhor nos segura bem firme em sua mão! E eternamente! Devemos pensar nesta vida, não apenas em sua extensão, mas sua qualidade e totalidade, desde hoje.</p>
<p>E, por fim, aquela que para mim é a mais preciosa promessa que o Senhor fez a cada cristão: “Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima”(Ap 7:17). João escreveu no contexto de uma igreja que sofria perseguição severa do Império Romano. Hoje, vivemos tempos tão pagãos e distantes do Senhor quanto no Império Romano. E a promessa do Senhor não se invalida. Quando somos tomados nos braços do Bom Pastor de nossas almas, todo medo se esvai e se transforma em segurança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Palavra de Ordem é Conversão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 21:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>

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		<description><![CDATA[Sermão 3º domingo da Páscoa
At 9:1-20; Ap 5:11-14; Jo 21:1-19
.
Converter-se, o que é?
NÃO É:
* Mudar de igreja
* Mudar de hábitos (deixar de fumar, de beber..)
* Adquirir novos hábitos
* Mudar a forma de se vestir

Conversão é uma mudança interior que promove a nossa união com Cristo e nos permite viver uma vida nova, plena e eterna. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><img class="alignright" title="sao paulo" src="http://anglicanismo.files.wordpress.com/2010/04/conversao-de-sao-paulo.jpg?w=190&amp;h=294" alt="" width="120" height="187" />Sermão 3º domingo da Páscoa</strong></p>
<p style="text-align: center;">At 9:1-20; Ap 5:11-14; Jo 21:1-19</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>Converter-se, o que é?</strong></p>
<p>NÃO É:</p>
<p style="padding-left: 30px;">* Mudar de igreja<br />
* Mudar de hábitos (deixar de fumar, de beber..)<br />
* Adquirir novos hábitos<br />
* Mudar a forma de se vestir</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span id="more-52"></span></p>
<p>Conversão é uma mudança interior que promove a nossa união com Cristo e nos permite viver uma vida nova, plena e eterna. Na verdade, a palavra conversão significa mudança de rumo: e é isso que o Senhor quer que expressemos em nossa vida como cristãos e cristãs, uma vida que seja bênção onde quer que nós estejamos.</p>
<p>No textos de hoje contemplamos duas histórias de conversão que devem animar a nossa fé, conversões de duas das colunas da Igreja Cristã: São Paulo(na narrativa de Atos) e São Pedro (na narrativa do Evangelho)</p>
<p>Em Atos 9, conta-se a história de um tal Saulo que perseguia a Igreja e que quisera ir a Damasco, na Síria, a fim de perseguir e aprisionar cristãos. Um homem altamente religioso, sincero no que acreditava, mas que precisava de conversão, ou seja, ele sabia o que era religião, mas não conhecia a Jesus, aquele que, de fato, nos religa a Deus (lembrando que religião vem de religare). Saulo precisou de um evento “dramático”, uma visão, para reconhecer que estava errado. O perseguidor agora cria e precisava ser batizado.</p>
<p>No Evangelho temos a narrativa de Pedro, que já conhecia o Senhor, com Ele andara, convivera, mas também o negara três vezes. Interpelado pelo Senhor, por três vezes teve que afirmar que amava o seu Senhor.</p>
<p>Isso vem nos provar algumas coisas importantes para nós pensarmos a respeito da conversão:</p>
<p style="padding-left: 30px;">* Todos precisam de conversão<br />
* A experiência pode variar, não há um padrão a ser seguido<br />
* O Senhor nos questiona, nos confronta com as nossas limitações, angústias medos, valores e mostra que Ele mesmo é maior e melhor que tudo isso<br />
* Não é um processo estático: Paulo precisou ser discipulado por Ananias; Pedro foi novamente convidado pelo Senhor: Segue-me<br />
* É preciso arrependimento e fé para se tornar discípulo de Jesus e enfrentar o futuro, sem se importar quais sejam as circunstâncias ou o que o futuro nos reserva.</p>
<p>O que podemos ver, portanto, é que é necessária conversão: E. Stanley Jones, grande missionário e escritor do século XX, afirmou que 2/3 dos membros das igrejas cristãs necessitam de conversão.</p>
<p>E do que precisamos nos converter ao Senhor?</p>
<p style="padding-left: 30px;">* De nossos pecados<br />
* De nossos caminhos que parecem retos, mas ao cabo dão em caminhos de morte<br />
* De nossa religiosidade barata, que prejudica a nossa comunhão com Jesus Cristo e a verdadeira prática do Cristianismo<br />
* De conceitos e valores mundanos que negam a Deus e à sua palavra.</p>
<p><strong>Conclusão: </strong></p>
<p>É preciso que saiamos da presença do Senhor diferentes, renovados. Por que não hoje?</p>
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		<title>Jesus: Nosso Deus e Salvador!</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=50</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 21:11:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>

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		<description><![CDATA[2º Domingo da Páscoa
At 5.27-32; Sl 118.14-29 ou Sl 150; Ap 1.4-8; Jo 20.19-31
Jesus: Nosso Deus e Salvador!
Talvez este Domingo devesse se chamar “Dia da Fé”. Hoje, oitava da Páscoa, é a data em que pensamos, a partir das Escrituras em alguns aspectos significativos de nossa fé em Jesus.
Não podemos ignorar o fato de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>2º Domingo da Páscoa</strong></p>
<p style="text-align: center;">At 5.27-32; Sl 118.14-29 ou Sl 150; Ap 1.4-8; Jo 20.19-31</p>
<h2 style="text-align: center;">Jesus: Nosso Deus e Salvador!</h2>
<p>Talvez este Domingo devesse se chamar “Dia da Fé”. Hoje, oitava da Páscoa, é a data em que pensamos, a partir das Escrituras em alguns aspectos significativos de nossa fé em Jesus.</p>
<p>Não podemos ignorar o fato de que Ele morreu, o que o faz totalmente humano. Sim, a morte de Cristo é um fato significativo porque ele foi o nosso substituto naquela tão sangrenta cruz e sua morte nos concedeu vida. Sua ressurreição, como dissemos no Domingo passado, foi a garantia da verdade de sua mensagem e a comprovação de que Ele não era apenas um caminho, mas “O” caminho que nos conduz a Deus.<span id="more-50"></span></p>
<p>Sendo assim, as lições de hoje nos revelam algumas verdades interessantes sobre a fé da Igreja.</p>
<p>PRIMEIRO: QUANDO ESTAMOS TEMEROSOS, O SENHOR NOS OFERECE A SUA PAZ (Jo 20:19) e alegra o nosso coração (Jo 20:20). E isso nos faz mostrando as suas chagas, o seu atroz sofrimento.</p>
<p>SEGUNDO: QUANDO ESTAMOS ESCONDIDOS, INSEGUROS, JESUS NOS ENVIA TORNANDO-NOS ÚTEIS AO SEU REINO (Jo 20:21), nos capacitando não com forças naturais, mas com o Espírito Santo (Jo 20:22)</p>
<p>TERCEIRO: QUANDO AS PESSOAS PEDEM SINAIS (MILAGRES E PRODÍGIOS) A MELHOR RESPOSTA É O PRÓPRIO SENHOR RESSUSCITADO. Tomé queria ver as marcas dos cravos e o seu lado ferido. Ao contemplar Jesus reconhece a sua presença exclamando “Meu Senhor e meu Deus”, mas é advertido que bem-aventurado é aquele que crê sem ver. (Jo 20:28-30)</p>
<p>Nas outras leituras de hoje percebemos com clareza que não apenas Tomé, mas todos os discípulos aprenderam a lição com o Senhor: Pedro, confrontado em sua fé e testemunho, preferiu obedecer ao Senhor e não aos homens. Ele cria, verdadeiramente que o Senhor o havia salvado e ele precisava levar a mensagem às outras pessoas, mesmo que fosse proibido de fazer isso pelos homens. Cristãos, em muito países, são proibidos de expressar a sua fé,mas permanecem fiéis mesmo na perseguição. Em nossa sociedade pagã e pós-cristã, somos também conclamados a crer, a confiar em Cristo e na sua Palavra. Nós cremos num Deus vivo e verdadeiro e ele é a fonte de nossa doutrina e vida.</p>
<p>Além disso, Jesus, aquele que se esvaziou a si mesmo é “aquele que nos ama”, segundo São João (Ap 4:5b). Enquanto São Pedro fala-nos de obediência, João, como sempre,nos fala de amor, do amor dele por nós, fonte de nosso amor por Ele. Jesus, nosso Deus, o auto-suficiente, quer nos amar, se encontrar conosco e conosco ter uma vida de Comunhão, fazendo de nós um Reino de Sacerdotes, onde ele mesmo é o Rei.</p>
<p>Por isso, a ressurreição de Jesus Cristo, celebrada na semana passada é a fonte de nossa ressurreição para uma vida nova: uma vida de confiança, de segurança, de fé, de obediência e de amor. Não é uma doutrina que nos une a Cristo, nem aos irmãos, mas Ele mesmo, se revela a nós, pessoalmente.</p>
<p>Você quer ter um encontro pessoal com Ele? Desfrute do Senhor e de sua presença.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Esboço do sermão – Domingo de Páscoa</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=48</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 22:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por que acreditar?
Hoje celebramos um dos mais importantes mistérios da fé cristã: a ressurreição de Jesus Cristo. É a doutrina central da fé cristã, sem a qual não existiria a Igreja, não existiria o Domingo, não existiria o Batismo, não existiria a Eucaristia…Glória a Deus que Cristo ressuscitou!

 Mas por que crer na ressurreição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Por que acreditar?</strong></p>
<p>Hoje celebramos um dos mais importantes mistérios da fé cristã: a ressurreição de Jesus Cristo. É a doutrina central da fé cristã, sem a qual não existiria a Igreja, não existiria o Domingo, não existiria o Batismo, não existiria a Eucaristia…Glória a Deus que Cristo ressuscitou!</p>
<ul>
<li> Mas por que crer na ressurreição é tão importante? O apóstolo São Paulo nos diz: “se Cristo não ressuscitou é vã a vossa pregação e vã a vossa fé. E se Cristo não ressuscitou vocês são as mais infelizes das criaturas.”</li>
</ul>
<p style="padding-left: 60px;">o Crer na ressurreição é crer na Vida<br />
o Crer na ressurreição é crer na Graça<br />
o Crer na ressurreição é crer na Vitória final de Deus<br />
o Crer na ressurreição é a força para a nossa vida</p>
<ul>
<li>Embora cada um de nós não tenha visto pessoalmente a ressurreição do Senhor, cremos, confiamos, que o Senhor está entre nós Vivo e ressurreto.</li>
</ul>
<ul>
<li> A ressurreição nos ensina que quem ama o Senhor não deixa para servi-lo depois (alta madrugada…)</li>
</ul>
<ul>
<li> A ressurreição nos ensina que devemos crer nas palavras do Senhor, embora as circunstâncias não sejam muito favoráveis (lembrai-vos de como vos preveniu…então se lembraram de suas palavras)</li>
</ul>
<ul>
<li> A ressurreição é a fonte de nossa pregação (e voltando, anunciaram…) mesmo que outros custem a acreditar em nós.</li>
</ul>
<p>Irmãos, uma feliz Páscoa é receber a Vida de Jesus em nós para nos dar força em nossa caminhada.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Anglicanos fora de Cantuária</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=46</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 18:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho sérias dificuldades para acreditar que, em pleno século XXI, ainda existam exclusivistas. Se os encontramos do lado da Igreja de Roma, vá lá, a Declaração “Dominus Iesus”, do ex-cardeal e hoje Papa Joseph Ratzinger é clara quanto a isso, dizendo (reafirmando) que fora de Roma não há salvação. Talvez os encontremos entre algumas seitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho sérias dificuldades para acreditar que, em pleno século XXI, ainda existam exclusivistas. Se os encontramos do lado da Igreja de Roma, vá lá, a Declaração “Dominus Iesus”, do ex-cardeal e hoje Papa Joseph Ratzinger é clara quanto a isso, dizendo (reafirmando) que fora de Roma não há salvação. Talvez os encontremos entre algumas seitas modernas, cujos adeptos vão de porta em porta&#8230; mas entre anglicanos?</p>
<p><span id="more-46"></span></p>
<p>Quando tal postura é adotada no seio do Anglicanismo, tenho sérias dificuldades para entender. Primeiro, por que há possibilidade de ser Anglicano fora de Cantuária por uma razão histórica. A Comunhão Anglicana é um ente artificial, surgido graças às Conferências de Lambeth, do final do século XIX. Antes disso, não havia Comunhão Anglicana. E antes disso, não havia anglicanos? SIM, nos Estados Unidos, na Escócia, na Irlanda, em Gales&#8230;Não havia comunhão da Sé de Cantuária com os primazes desses países.</p>
<p>Além disso, é praxe no Anglicanismo a crença multissecular de que devemos caminhar assim: “no essencial, unidade; no não-essencial, liberdade; em tudo, caridade”. Assim sendo, cremos que o essencial é a crença nos 39 artigos de religião e na doutrina neles contida; no LOC de 1662 e no seu Ordinal; no Quadrilátero de Lambeth. Se esse for o critério, há muitos que jamais poderiam sequer ser considerados anglicanos, muitos rejeitam o conteúdo dos 39 artigos, por exemplo, como documento normativo e, ainda assim, são anglicanos.</p>
<p>Terceiro, exclusivismo não combina nem com ecumenismo, nem com inclusividade, duas marcas do Anglicanismo. Ecumenismo é pensar diferente, ecumenismo é ter organizações diferentes, mas um único espírito de unidade. Acho estranho fazer ecumenismo com os católicos e outros evangélicos e não querer fazer ecumenismo com outros anglicanos. Talvez porque isso não dê “Ibope”. Quando somos exclusivistas, caímos em contradição, pois amamos só os nossos iguais. Além disso, quando pensamos em inclusividade (aqui estou falando mesmo em inclusividade limitada, como querem os anglicanos ortodoxos, sou um ortodoxo), pensamos naqueles e naquelas que são diferentes também. Uma postura diferente dessa é mero fundamentalismo disfarçado de identidade confessional.</p>
<p>Quarto, não podemos julgar aquilo que não conhecemos. Lembro-me aqui de uma música da Dalva de Oliveira, chamada “Segredo”, que diz: “primeiro é preciso julgar (conhecer), prá depois condenar.” Lembro-me ainda de uma ilustração famosa para sermões: diz-se que um soldado, atirou no inimigo a 1000 metros de distância e viu que ele tombou. Correu, chegou perto e o ferido estava agonizante. O Sargento disse ao atirador: Mate! E o atirador disse: Não posso! O sargento, irado, replicou: Mate, estou mandando! E a resposta outra vez foi negativa. Então, o sargento pergunto o porque daquela negativa. E qual foi a sua surpresa ao ouvir do atirador: “De longe, ele era um alvo, mas de perto, um homem.”</p>
<p>É uma pena que muitos não queiram dialogar, conversar&#8230;medo? insegurança? Preconceito? Não sei. Mas sei que a Igreja Anglicana Reformada é uma Igreja séria, com gente comprometida, que busca viver um anglicanismo protestante, reformado, de forma e conteúdo plenamente protestantes. Sou diácono da Igreja, responsável por uma Comunidade local e tenho tido no decorrer dos anos um excelente relacionamento ecumênico.</p>
<p>Mas não consigo entender porque alguns líderes inteligentes e reconhecidamente sérios buscam viver de forma exclusivista, sem conhecer aquilo que condenam. Parecem com aquelas pessoas que dizem que não gostam de jiló sem nunca terem experimentado.</p>
<p>Convido a quem quiser conversar, conhecer e questionar as práticas da IAR. Somos pessoas abertas ao diálogo, somos missionários e queremos pregar o Evangelho aos 160 milhões de brasileiros que não conhecem a Cristo. Nossa postura é evangelística, missionária e reformada.</p>
<p>É pena que alguns sejam reducionistas e donos de uma verdade que não é verdade, pois as verdades são universais.</p>
<p>Sigamos o nosso caminho&#8230;</p>
<p>Rev. Virgilio Cezar Henrique Pereira Torres</p>
<p>Diácono &#8211; Comunidade Anglicana do Salvador<br />
Ribeirão Preto &#8211; São Paulo<br />
Igreja Anglicana Reformada<br />
www.anglicanadosalvador.org</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sermão do Quarto Domingo da Quaresma</title>
		<link>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=42</link>
		<comments>http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=42#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 12:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.igrejaanglicana.com.br/?p=42</guid>
		<description><![CDATA[O filho pródigo: retrato do homem que volta a Deus
A partir de hoje vou disponibilizar os esboços de meus sermões na Comunidade Anglicana do Salvador. Divulguem!
Js 5:9-12; Sl 32; 2 Co 5:16-21;  Lc 15:1-3.11-32
Existem pessoas que são escravas do passado: vivem a remoer  problemas, desilusões, tristezas, mágoas, deixando crescer em si aquilo  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O filho pródigo: retrato do homem que volta a Deus</span></h2>
<p style="text-align: center;"><strong>A partir de hoje vou disponibilizar os esboços de meus sermões na Comunidade Anglicana do Salvador. Divulguem!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Js 5:9-12; Sl 32; 2 Co 5:16-21;  Lc 15:1-3.11-32</strong></p>
<p>Existem pessoas que são escravas do passado: vivem a remoer  problemas, desilusões, tristezas, mágoas, deixando crescer em si aquilo  que o autor de Hebreus chama de “raiz de amargura”. Essas pessoas  conhecem o ditado popular “águas passadas não movem moinho”, mas tem  dificuldade em acreditar que isso é verdade.<span id="more-42"></span></p>
<p>E o resultado é mais problema, mais desilusão, mais tristeza, mais  mágoa, depressão. Muitos, por causa do passado do qual não conseguiram  se libertar, acabam optando pelo suicídio.</p>
<p>Os textos de hoje nos deixam isso de modo claro. Quando o povo de  Israel acabou a sua caminhada no deserto, o opróbrio do Egito, a  escravidão e mesmo a sua lembrança, acabaram: não havia mais necessidade  de lembranças amargas, de caminhar no deserto ou de ter que receber do  céu o Maná: agora, eles levariam uma vida normal, de gente  verdadeiramente livre. Celebraram a Páscoa, o memorial de sua libertação  e puderam fazer o que nos disse São Paulo: as coisas velhas já  passaram, eis que tudo se fez novo!</p>
<p>Mas o que me chama a atenção é que no capítulo 15 do Evangelho  segundo São Lucas, é que Jesus propõe aos seus contemporâneos três  parábolas a respeito dessa vida nova que Deus quer nos dar. A primeira  (3-7) é a <strong><em>Parábola da ovelha perdida</em></strong>, em ele  fala sobre um pastor que vai procurar uma ovelha perdida. Tão preciosa  ela era que ele deixa 99 e vai buscar uma! Assim é Deus, ele fez uma  sacrifício sem igual ao mandar seu Filho Jesus para nos procurar,  ovelhas perdidas.</p>
<p>A segunda é a <strong><em>Parábola da dracma perdida</em></strong> (8-10) em que uma mulher tendo dez dracmas perdeu uma e se alegrou  sobremodo por tê-la encontrado. Um pecador arrependido faz uma festa nos  céus!</p>
<p>E a terceira, uma das mais famosas parábolas de Jesus é <strong><em>a  Parábola do Filho pródigo</em></strong>(11-32). Nela, é-nos contada uma  das mais belas passagens da Bíblia e poderíamos dizer que temos aí um  resumo do Evangelho.</p>
<p>Quem é o Pai? O Pai é Deus, dono da fortuna que oferece como herança  aos seus filhos. É aquele que espera o filho mais novo olhando para o  caminho. É aquele que não lembra o passado, mas esquece. O Pai é aquele  que não fica remoendo a ingratidão, mas por Graça, recebe o filho e lhe  dá roupa nova (nova vida), sandálias nos pés (liberdade) e um anel no  dedo (autoridade). O pai é aquele que se alegra com o filho que  reconheceu o seu pecado e resolveu voltar, sem cobrar nada.</p>
<p>Quem é o Filho pródigo? Sou eu, é você e todo aquele que se arrepende  de seus pecados. Ele é aquele que voluntariamente resolveu viver longe  do Senhor, mas percebeu que não dá para viver assim. O filho pródigo é  aquele que confiou não no julgamento, mas na misericórdia do seu Pai e  no amor que ele sabia que o pai lhe tinha, mesmo sendo um ingrato. O  filho pródigo é aquele homem e mulher que não fica remoendo o passado,  mas uma vez arrependido resolve que vai voltar à casa do Pai.</p>
<p>Mas muitas vezes agimos como o filho mais velho. Quem é ele? É aquele  que acha que é melhor do que o outro porque sempre foi o bonzinho, acha  que nunca errou, acha que merece e que o outro não merece. O filho mais  velho somos nós quando nos fazemos de vítimas do destino e dizemos  “isso só acontece comigo” ou “por que isso aconteceu comigo”? O filho  mais velho somos nós quando cobramos ações de Deus e Deus sempre está  conosco dando-nos a sua Graça. O filho mais velho somos nós quando  queremos cobrar de Deus aquilo que achamos que temos direito, quando na  verdade Deus nos oferece tudo pela sua misericórdia: o ar, a vestimenta,  a comida, a habitação…não merecemos nada. No dizer do profeta Jeremias,  em suas Lamentações “As misericórdias do Senhor são a causa de não  sermos consumidos e elas se renovam a cada manhã.”(3:22, 23) O filho  mais velho é aquele que vive do passado e, diferente do Pai e do Filho  pródigo, não olha para frente.</p>
<p>Meus amados, como já disse reiteradas vezes, Quaresma é tempo de  conversão, tempo de revisar os nossos valores e buscarmos os valores de  Deus. Quaresma é tempo de refletirmos sobre o nosso estado de vida e  aquilo que Deus exige de nós, é tempo de voltarmos à casa do Pai, como  fez o pródigo. Quaresma é tempo de deixar o passado em nome de um futuro  com Deus e um futuro melhor.</p>
<p>Busque se converter de seus maus caminhos e viver uma vida de filho  de Deus. Amém.</p>
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		<title>Deus, o Pai</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 17:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catecúmenos]]></category>

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		<description><![CDATA[I. DA FÉ NA SANTÍSSIMA TRINDADE
HÁ UM ÚNICO DEUS, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, indivisível não sujeito a paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há  três  Pessoas, da  mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>I. DA FÉ NA SANTÍSSIMA TRINDADE</strong></p>
<p>HÁ UM ÚNICO DEUS, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, indivisível não sujeito a paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há  três  Pessoas, da  mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.<span id="more-39"></span></p>
<p>Deus é o poder criador e mantenedor que opera através de toda a vida existente. Deus é uma pessoa. Sua personalidade transcende nossas limitadas personalidades humanas, mas somos feitos semelhantes a Ele, espiritualmente. Ele opera em cada um de nós, e podemos ter amizade pessoal e consciente com Ele.</p>
<p>Deus é amor. Ele ama toda criatura que fez e anela por sua salvação e perfeição. Seu amor não é tão somente desprendido, mas suplica por nosso amor em troca. Não há conflito entre a misericórdia e a justiça de Deus. Ambas emanam de seu amor infinito por seus filhos.</p>
<p>Como definir a Deus? Deus é apenas uma força universal, uma energia? Assim muitos pensam a respeito dele. Mas, na verdade, Deus é um ser pessoal, que tem vontades, pensamento, sentimentos. A Bíblia claramente define Deus como Senhor, portanto, alguém que tem domínio sobre a própria vontade. A maior prova da personalidade de Deus está no fato de Ele amar aos homens, indistintamente e de modo eterno. João 3:16 nos diz: “ <strong><em>Porque Deus AMOU o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a Vida Eterna”.</em></strong> Como poderia uma força ou energia demonstrar tal nobreza de sentimento? Impossível!</p>
<p>Mas a Bíblia mostra algum contraste entre os falsos deuses e o Senhor? Que contraste é traçado na Escrituras de que o Criador é o Deus verdadeiro e os outros falsos deuses? Jr 10:11-16 nos dá a resposta: <em>Assim lhes direis: Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo destes céus.  O SENHOR fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus. Fazendo ele ribombar o trovão, logo há tumulto de águas no céu, e sobem os vapores das extremidades da terra; ele cria os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento.  Todo homem se tornou estúpido e não tem saber; todo ourives é envergonhado pela imagem que ele mesmo esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego. Vaidade são, obra ridícula; no tempo do seu castigo, virão a perecer. Não é semelhante a estas Aquele que é a Porção de Jacó; porque ele é o Criador de todas as coisas, e Israel é a tribo da sua herança; SENHOR dos Exércitos é o seu nome.</em></p>
<p>O Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro é o Criador, incriado, não foi feito pelas mãos dos homens. Ele é a causa primeira do Universo, o seu originador.</p>
<p>Mas a possibilidade de ser crer em outros deuses?</p>
<p>Nos Dez mandamentos, o Senhor diz claramente a Moisés: “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20:3). Ora, se houve esta preocupação, é porque haveria a possibilidade de se adorar outros deuses que não o Senhor. Lutero, o grande reformador do séc. XVI, afirmou que “tudo o que ocupa o lugar de Deus em nosso coração torna-se o nosso ídolo”. Não estamos falando aqui apenas de imagens esculpidas ou pintadas, mas da primazia de qualquer coisa sobre o Senhor. Seu carro pode ser o seu deus; seus emprego pode ser o seu deus; seus amigos podem ser o seu deus; sua posição social pode ser o seu deus. Isso não significa que não possamos ter um bom carro, um bom emprego, bons amigos e uma posição social privilegiada. Mas, se isso toma o lugar de Deus em minha via, algo está errado.</p>
<p>Em Mateus 4, Jesus estava sendo tentado pelo Diabo, o inimigo de nossas almas. Uma das propostas que fez a Jesus durante a tentação foi a seguinte: “Tudo isso te darei, se prostrado me adorares” (Mt 4:9). Ele queria adoração, ele queria o lugar que é devido apenas a Deus. Mas Jesus, usando a Palavra de Deus, deu-lhe uma resposta clara: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto (Mt 4:10).</p>
<p>A Bíblia é enfática em relação à idolatria. Êxodo 20:4-6 nos traz a proibição de se adorar a criatura em vez do Criador. O Salmo 97:7, diz:  “Sejam confundidos todos os que servem a imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos; prostrem-se diante dele todos os deuses.” O Salmo 115:1-9, chega a comparar a imobilidade dos ídolos aos que os adoram, dizendo: “tornem-se semelhantes a eles&#8230;”. E São João, o Apóstolo, conclama os seus discípulos a guardar-se da idolatria (I Jo 5:21).</p>
<p>Interessante, o Novo Testamento nos manda evitar o pecado, mas fugir de apenas duas coisas: 1 Coríntios 6:18 diz:   <em>Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.</em> E 1 Coríntios 10:14:  <em>Portanto, meus amados, fugi da idolatria.</em> Por que isso? Porque tanto a impureza sexual, as relações ilícitas, a fornicação, quanto a idolatria caminham juntas. Basta ver que nos cultos pagãos, normalmente, uma coisa estava associada a outra. Nos dois casos, é servir à criatura.</p>
<p>Portanto, idolatria não é apenas curvar-se diante de imagens religiosas. Ef 5:5 diz que a avareza, o amor ao dinheiro, é idolatria também.</p>
<p>Este curso que estamos fazendo é uma preparação para que você, ao final, esteja apto para ser confirmado pelo Bispo e tornar-se membro pleno da Igreja Anglicana Reformada. Porém, de nada adianta ser membro da igreja, se nossa postura não é de adorador. A Bíblia afirma que Deus quer mais que apenas membros de Igrejas. Ele quer e procura adoradores. <em>“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; <strong>porque são estes que o Pai procura para seus adoradores</strong>. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”</em> Jo 4:23,24. Fazer a Pública Profissão de Fé pode ser apenas um gesto litúrgico e um fato social, se não vier acompanhado de uma clara disposição do coração em ter ao Senhor como único Deus, digno de toda a nossa adoração e louvor.</p>
<p>Para pensar: Em que consiste a adoração? Em culto ou em outras atitudes também?</p>
<p><strong>Para que foi criado o homem?</strong></p>
<p>Tudo o que Deus fez tem um fim específico, nada na criação está deslocado ou sem valor, ou mesmo sem função. Outro dia ouvi uma pessoa dizer: “Nossa, porque será que Deus criou bichos tão nojentos como sapos e lagartixas?”. Você já pensou na quantidade de insetos que nos incomodariam, transmitiriam doenças e outros males, se não fossem os sapos e a as lagartixas? E se não fossem os insetos, será que a polinização das plantas não seria dificultada?</p>
<p>Assim também com as pessoas. O Salmo 73:25 nos diz: <em>“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra”.</em> Nosso prazer, segundo o texto, é Deus. Também II Co 6:18: <em>“serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.</em> Fomos criados, portanto, para termos um relacionamento familiar com Deus, sermos seus filhos e o amarmos de todo o nosso coração.</p>
<p><strong>A SANTÍSSIMA TRINDADE</strong></p>
<p>Os Credos históricos da Igreja Cristã são triniários, ou seja, afirmam a nossa crença de que Deus é apenas um, mas se revela em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Este mistério de nossa fé foi um dos distintivos da Igreja cristã nos primeiros séculos, quando havia muitas controvérsias a respeito da Trindade, das duas naturezas de Cristo e da personalidade e divindade do Espírito Santo. O Credo apostólico, o Credo Niceno-Constantinopolitano e o Credo Atanasiano são declarações bíblicas, teológicas e pastorais do consenso da Igreja antiga sobre esse assunto.</p>
<p>A Bíblia nos dá irrefutáveis provas da Trindade:</p>
<p><strong>Gn1:26,27:</strong> O verbo “façamos” está no plural;</p>
<p><strong>Gn18:1-3: </strong>Abraão recebeu a visita do Senhor&#8230;eram três;</p>
<p><strong>Isaías 6:2,3e 6: </strong>Deus é chamado de “Santo, Santo, Santo&#8230;” e pergunta: “quem há de ir por nós?” (plural);</p>
<p><strong>Mateus 3:16,17: </strong>No batismo de Jesus,a Trindade se manifestou: Jesus sendo batizado, a Voz do Pai e o Espírito Santo na forma de pomba;</p>
<p><strong>Mateus 28:19: </strong>Jesus manda-nos batizar em nome da Trindade;</p>
<p><strong>João 14:9: </strong>Jesus se declara igual ao Pai dizendo que Ele e o Pai são um;</p>
<p><strong>João 20:28: </strong>Tomé, após a ressurreição afirma a divindade de Jesus Cristo e não é repreendido por Jesus ao fazer esta afirmação;</p>
<p><strong>Atos 5:3-5: </strong>Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, mentindo assim a Deus.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É importante entender que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor (Pv 1:7). Temor não é medo, é uma profunda reverência que nos incentiva a não entristecer ou magoar aquele a quem amamos. Precisamos ter esse sentimento em nosso coração e em nossa relação com Deus.</p>
<p>Quando deixamos de lado esse temor, o pecado pode tomar conta de nosso coração e assim a nossa comunhão com Deus ser quebrada. Oséias 4:1 nos diz que <em>“Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.”</em>Contenda é conflito, falta de entendimento, de harmonia. E a causa disso é falta de verdade (mentira), falta de amor e falta de conhecimento de Deus, portanto, pecado. Romanos 3:23 nos diz <em>“Todos pecados e destituídos estão da glória de Deus”</em>.</p>
<p>Porém, o grande desejo do coração de Deus é  ter conosco uma relação de amizade, de comunhão. <em>“E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça. Não nos recomendamos novamente a vós outros; pelo contrário, damo-vos ensejo de vos gloriardes por nossa causa, para que tenhais o que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós outros. Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.</em></p>
<p><em>Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.  E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.  Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,  a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.   De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.</em>(II Co 5:11-21). O Grande desejo de Deus é a nossa reconciliação com Ele através de Jesus Cristo.</p>
<p>Lembre-se de que Deus o ama e JAMAIS o  abandona. Por piores que sejam as provações, as lutas, ele caminha conosco, dá-nos de sua graça e nos disciplina em amor. Embora, muitas vezes, sejamos infiéis, ele é fiel e nunca nos desampara.</p>
<p>Quando entregamos o nosso caminho a Ele, sem dúvida, Ele faz o melhor por nós e para nós.</p>
<p>Ao criar o homem, Deus quis ter com ele um relacionamento sadio, firmado no companheirismo e no caminhar diário. Mas o pecado negou ao homem esta possibilidade. Mas Deus providenciou para nós a Grande Salvação em Cristo. Aleluia!!!</p>
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		<title>A BÍBLIA, PALAVRA DE DEUS</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 21:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catecúmenos]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecida como Palavra de Deus, Escrituras Sagradas ou simplesmente Bíblia, este livro tem sido por séculos o mais lido, o mais traduzido e vendido livro do mundo. Fonte autorizada da doutrina cristã, tem sido a Bíblia o livro que orienta a Igreja Cristã, principalmente em seu ramo protestante ou evangélico e é o marco que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecida como Palavra de Deus, Escrituras Sagradas ou simplesmente Bíblia, este livro tem sido por séculos o mais lido, o mais traduzido e vendido livro do mundo. Fonte autorizada da doutrina cristã, tem sido a Bíblia o livro que orienta a Igreja Cristã, principalmente em seu ramo protestante ou evangélico e é o marco que orienta a Igreja em tudo o que concerne em sua prática diária de fé.</p>
<p><span id="more-36"></span></p>
<p>Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósitos que raro se vêem nestes tempos. Bem pouco benefício, porém, se tira de uma leitura apressada das Escrituras. Poder-se-á ler a Bíblia inteira sem deixar, contudo, de reconhecer-lhe a beleza ou compreender-lhe o sentido profundo e oculto. Uma passagem que se estuda até que seu sentido seja claro ao espírito, e evidente sua relação com o plano da salvação, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhuma instrução positiva.</p>
<p><strong>Qual a finalidade das Escrituras?<br />
</strong><br />
Sinceramente, creio que Deus nos deixou um livro como revelação da sua vontade, Ele quer que nós o leiamos. Mas para quê? Com que finalidade devemos ler as Escrituras?</p>
<p>A resposta está em II Tm 3:16,17. Vejamos o que diz o Apóstolo Paulo:</p>
<p>“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”</p>
<p>A afirmação de S. Paulo é categórica: “Toda a Escritura é inspirada por Deus&#8230;”. Sendo assim, não deve a Igreja rejeitar a inspiração divina da mesma. No entanto, o nosso foco, por enquanto, não está na inspiração, mas na necessidade das Escrituras. Para que foram dadas? Quatro são os meios para se alcançar um fim. Vejamos:</p>
<p>Os meios:</p>
<p>- É útil para o Ensino: a Igreja precisa utilizar a Bíblia como forma de ensinar a doutrina cristã e assim constituir comunidades sólidas.</p>
<p>- É útil para repreensão: a disciplina pessoal e comunitária tem que ter como base as Escrituras, não a vontade dos Ministros ou de quem quer que seja.</p>
<p>- Para correção: após a disciplina, deve haver arrependimento e correção. De nada adiante andarmos obstinadamente e em desobediência as Escrituras e ainda nos afirmarmos cristãos.</p>
<p>- Para educação na justiça: Isso tem a ver com o nosso testemunho. Somos educados por Deus a fim de testemunhar a sua Graça em nós e através de nós. Lembremo-nos que muita gente não lê a Bíblia, não conhece as Escrituras. Talvez a nossa vida seja a “única bíblia” que as pessoas andam lendo.</p>
<p>E o fim almejado? Bem, no versículo 17 nos diz que o homem de Deus deve ser perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. Portanto, viver em santidade e serviço ao mundo, é para isso que temos que ler diariamente as Escrituras.</p>
<p><strong>Por quem foram dirigidos os homens que falaram nas Escrituras?<br />
</strong><br />
São Pedro afirma com clareza em sua epístola que “homens santos falaram por meio do Espírito Santo”( II Pe 1:21). Portanto, quem falou através deles foi o próprio Deus, o verdadeiro autor das Escrituras.</p>
<p>Nossa amada Igreja Anglicana Reformada tem a Bíblia como princípio fundamental. Em nossos Cânones, na Declaração de Princípios, diz o seguinte:</p>
<blockquote><p>“<strong>Artigo I. A Suprema Autoridade das Sagradas Escrituras e sua Interpretação Adequada</strong><br />
<em>Seção 1 &#8211; A Suprema Autoridade da Sagrada Escritura</em><br />
Em solidariedade com a Comunhão Anglicana, com a doutrina Anglicana histórica e com os Bispos reunidos em Lambeth em 1888, acreditamos que a Sagrada Escritura é a suprema autoridade na Igreja, que é a Palavra de Deus escrita e contém todas as coisas necessárias à salvação. A Igreja não deve acrescentar nada nela nem deve remover qualquer coisa dela. É bom para a Igreja estabelecer ritos e ordenar sua vida à luz da Escritura; não é legítimo para a Igreja ordenar qualquer coisa que seja contrária à Palavra escrita de Deus.” Portanto, cremos que foi Deus mesmo que nos falou nas Escrituras. (Hb 1:1)</p></blockquote>
<p><strong>Com que propósito foi escrita a Bíblia?<br />
</strong><br />
Não somos um povo sem história, sem passado. Somos o Povo de Deus. Nossa história começa com Abraão, séculos antes de Cristo e chega a até nós, numa cadeia ininterrupta. A Bíblia nos afirma que “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. (Rm 15:4) Nossa Vida deve ser marcada pela esperança que guiou os nossos pais na fé.</p>
<p>Jesus, o Salvador de nossas almas, baseou seu ministério nas Escrituras (Lc 24:27). A missão de Jesus era alicerçada nas Escrituras. Se somos cristãos, como podemos deixar de crer naquilo que o próprio Senhor Jesus Cristo e ensinava?</p>
<p>Josh Mcdowell afirma que devemos crer na Bíblia porque o caráter de Deus comprova a sua veracidade. Assim não devemos mentir, não simplesmente porque está escrito como regra, mas porque Deus não pode mentir (Tt 1:2). Dt 32:4 afirma que “Deus é fiel”, sendo assim o que diz também o é. Poratnto o caráter de sua Palavra é a verdade, assim o expressou Jesus (Jo 17:17)</p>
<p>A vida cristã é uma caminhada e sabemos que andar no escuro é muito ruim. Por isso, o salmista nos indica o que a palavra de Deus deve ser na vida do peregrino neste mundo: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Sl 119:105). Se a Bíblia for nossa companheira, a possibilidade de tropeçarmos e cairmos em pecado é infinitamente menor. Dwight L. Moody, um dos maiores evangelistas da história da Igreja, afirmou sobre a Bíblia: “Este livro vai me afastar do pecado, ou o pecado vai me afastar deste livro”. A Bíblia tem o poder de nos livrar do pecado quando abrigada em nosso coração. (Sl 119:11)</p>
<p>Para pensar: Por quanto tempo subsistirá a Palavra? ( Is 40:8; Mt 24:35)</p>
<p>Que conselho nos dá Isaías a respeito da Bíblia?</p>
<p>A Bíblia é completa no que se refere aos assuntos de fé e prática. O profeta Isaías diz o seguinte: “Buscai no livro do SENHOR e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a boca do SENHOR o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará ( Is 34:16).</p>
<p>Buscai no livro do Senhor! Já pensou se vivêssemos neste mundo sem qualquer orientação? Quão maravilhoso e amoros foi Deus em nos das as Escrituras!</p>
<p>Para terminarmos esta lição, vale a pena lembrar que as Escrituras devem ser para nossas vidas mais do que um livro sagrado. Há muitos crentes que colocam exemplares abertos das Escrituras sobre as mesas de suas casas, abertas. Isso é muito salutar, mas só tem valor se a bíblia é lida, se ela é o guia para as nossas vidas. A Bíblia, segundo Jeremias, deve ser o alimento para as nossas almas ( Jr 15:16).</p>
<p>Portanto, leiamos a Bíblia, amemos a Bíblia e sejamos não apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra de Deus!</p>
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