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O Batismo – Parte 1

Monday, September 6th, 2010

Nosso estudo sobre este sacramento versará três pontos gerais, a saber: o modo, a significação e o batismo de crianças.

A) O MODO
Todos nós, crentes evangélicos do Brasil, viemos do romanismo,direta ou indiretameníe — fomos romanistas nós mesmos ou nossos pais o foram.

Todos nós recebemos da Igreja Romana certas doutrinas que, por serem bíblicas, continuamos a manter, prezando-as muito mais agora, que as reconhecemos divinas em sua origem.

Todos nós também repudiamos tudo quanto temos verificado ser de invenção romanista, sem apoio nas Sagradas Escrituras.

Todavia, na questão do modo de administrar o batismo e em alguns outros pontos igualmente secundários estamos divididos.

Crêm uns que a aspersão ou derramamento d’água sobre a cabeça do batizando é o modo bíblico, e por isso é que o praticam, embora tolerem a imersão, porque não consideram o modo essencial à validade do rito.

Outros, porém, insistem em afirmar que a imersão total do candidato em agua é indispensável, e quem não pratica esse modo de administrar o batismo está perpetuando na Igreja Evangélica um grave erro oriundo da Igreja Romana.

Todos os argumentos formulados a favor da imersão se podem agrupar em três teses, que são as seguintes:

1a Tese – filológica — A palavra batizar, na língua grega, donde nos veio, significa imergir ou mergulhar..

2ª Tese – circunstancial — João Batista balizava no rio Jordão e onde havia ‘muitas águas’, donde se infere que mergulhava os candidatos.

3ª Tese – analógica — O batisino significa o sepultamento e a ressurreição do crente com Cristo, o que se dramatiza no ato de mergulhar n’água e emergir dela.

Vamos examinar as três teses. Se ficarem de pé, estará ganha a causa imersionista; se caírem, estará perdida.

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Não nascemos para isso!

Wednesday, August 18th, 2010

Hoje pela manhã, andando por uma das mais importantes avenidas da cidade, ouvindo o barulho dos carros e caminhões e vendo o caminhar apressado das pessoas, senti um enorme mal estar diante do mundo em que estamos vivendo. Uma verdadeira ânsia, um desejo de vomitar a indignação me possuiu.

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O que é um anglicano evangélico?

Friday, June 4th, 2010

G.K. Chesterton uma vez enviou uma correspondência por escrito ao “The Times” falando sobre o que estaria errado com o mundo: “O que há de errado no mundo? Eu. Atenciosamente, G. K. Chesterton.” Por analogia, quando me perguntam, o que é um evangélico anglicano? Estou tentado a responder: “Bem, eu sou.

Então, correndo o risco de parecer auto-indulgente, deixe-me dizer o que isso significa para mim. Isso significa que eu me considero em primeiro lugar cristão, em segundo cristão evangélico, e em terceiro anglicano evangélico cristão. Eles são como três círculos concêntricos, cristão é o maior e o menor é anglicano evangélico.

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200 anos de Anglicanismo no Brasil

Wednesday, May 26th, 2010

Em 2010, os anglicanos brasileiros comemorarão 200 anos de presença no Brasil. Essa data, sem dúvida, deve ser lembrada por nós com alegria, mas também com certa preocupação e “mea culpa”. Por quê?

Em 1810, graças a um acordo de Comércio e Navegação assinado entre Portugal e Inglaterra, foi possível a criação no Brasil das primeiras capelanias, a fim de servir de suporte à Comunidade Britânica que aqui habitava, composta por diplomatas, comerciantes, marinheiros e suas respectivas famílias. Os cultos eram em inglês e não poderiam ser realizados no vernáculo; as capelas não poderiam ter forma externa de templo, o que só aconteceu depois da República.

Em 1890, chegam os primeiros missionários americanos, Kinsolving (depois bispo) e Morris, que iniciaram o trabalho no Rio Grande do Sul. Até a década de 40 do século XX, a hegemonia evangélica, o aspecto protestante do anglicanismo foi preservado. E com isso, houve um crescimento acelerado da Igreja Episcopal Brasileira.

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Anglicanos fora de Cantuária

Wednesday, March 17th, 2010

Tenho sérias dificuldades para acreditar que, em pleno século XXI, ainda existam exclusivistas. Se os encontramos do lado da Igreja de Roma, vá lá, a Declaração “Dominus Iesus”, do ex-cardeal e hoje Papa Joseph Ratzinger é clara quanto a isso, dizendo (reafirmando) que fora de Roma não há salvação. Talvez os encontremos entre algumas seitas modernas, cujos adeptos vão de porta em porta… mas entre anglicanos?

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Anglicanismo e Episcopado

Sunday, November 22nd, 2009

A forma de governo mais antiga e mais comum em toda cristandade é a Forma episcopal. Sem dúvidas, é a forma mais adequada ao modelo das igrejas apostólicas, visto que, principalmente, o bispo deve ser o guardião da doutrina dos apóstolos.

Infelizmente, duas coisas acontecem em relação ao episcopado: (1) devido a um anti-catolicismo presente no protestantismo brasileiro, muitos acham que o episcopado é “coisa da Igreja romana”. Mas esquecem que esta propositura não é nova: há bispos luteranos (Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca) desde a Reforma, bispos Anglicanos e bispos metodistas no Brasil há mais de 140 anos! (2) Com o crescimento exagerado do neopentecostalismo, a expansão de “bispos” e “apóstolos” tem sido uma mancha na seriedade do Episcopado Histórico.

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